Milagre de Fátima, 2ª. Edição, ilustrada

“Gosto sempre de justificar o que me levou a ler determinado livro. Apesar de já conhecer “Os senhores do Universo e o milagre de Fátima” por constar no catálogo da Alphabethum, a minha vontade partiu de um encontro que tive com o autor Fernando Alago em Janeiro de 2014. A sua simpatia bem como a da sua esposa fez-me ter muita vontade de ler um livro seu.

Tal como outras pessoas, presumo que o título “Milagre de Fátima” vos remeta para essa zona e não para Coimbra local onde, na verdade, se desenrola grande parte do livro. No final do livro garanto-vos que entenderão a ligação mas, efectivamente, o título desviou-me inicialmente.

Este é um livro de ficção científica, escrito de uma forma muito cinematográfica. De facto, ao longo de todas as páginas nota-se a vontade que o autor tem de nos contar a história. Não é por acaso que na sua apresentação do livro, o escritor refira “o que verdadeiramente me fascina é a tela amarelecida pela projecção das grandes imagens”.

Assim, aconselho a leitura deste livro a um público mais jovem e que aprecie ficção científica ou histórias que envolvam outros “povos”. Apesar de este não ser o meu caso, o que mais gostei no livro foi a descrição das zonas de Coimbra (local onde vivo há alguns anos), bem como a descrição histórica, detalhada e rigorosa da história da cidade. Sem dúvida que isto foi o que mais me cativou na leitura e que penso que vos possa cativar também!

O autor tem ainda uma continuação deste livro “Os senhores do Universo e a Princesa Demónio”, que aconselho a lerem depois do “Os senhores do Universo e o milagre de Fátima”. Conto colocar aqui no blogue também a minha opinião.

De referir que as ilustrações são belíssimas! Muitos parabéns ao ilustrador também, e obrigada ao autor por escrever sobre os lindos monumentos e zonas de Portugal!”

Roberta Frontini, in Flames, 14/04/2014

http://flamesmr.blogspot.pt/


Às escuras. Foi assim que passei o meu serão ontem à noite. Não via um palmo à frente do nariz. Andei às voltas à procura de uma vela, por mais pequena que fosse. Do telemóvel nem sombras, não me lembrava onde o tinha posto. Quanto ao computador, estava sem bateria. Por fim, depois de derrubar algumas coisas pelo caminho, encontrei um vela pequenina e uma caixa de fósforos. Quis acende-la mas só à terceira vez é que irrompeu uma pequena chama que serviu para me orientar. Sentei-me à espera que voltasse a luz. Pensei que era algo temporário, mas não. Foi uma falha de electricidade que demorou a recompor-se. Após um momento de espanto, peguei na pequena vela e procurei uma maior. Não tardaria que aquela apagasse. Encontrei por fim o que achei ser a vela ideal e pude ver melhor o aposento. «E agora?»- pensei. «E se eu visse um filme para descontrair? E se eu jogasse um jogo no computador? E se eu fosse até ao meu blogue escrever um bocadinho? E se fosse até ao facebook? E se eu…»Mil e uma coisa pensei mas nada disso pude fazer porque sem electricidade não seria possível. Até porque o computador nem tivera tempo de carregar o suficiente para que pudesse ser utilizado. Desiludida, estendi a mão para ligar o meu rádio. «Pelo menos se ouvisse música o tempo passava mais depressa.» Pensei, para me arrepender no minuto seguinte. Também o rádio estava ligado à corrente. «E se eu lesse um livro?» Reflecti por fim.« Mesmo com uma pequena vela sou capaz de ler qualquer coisa. É isso mesmo que vou fazer.» Primeiro certifiquei-me que a porta e a janela se encontravam bem vedadas. Sem a acção do meu aquecedor, o ambiente ficara mais frio. Agasalhei-me bem e escolhi o melhor livro possível para ler naquele ambiente fantasmagórico a meia-luz. Escolhi pois, o livro: “Os Senhores do Universo e o Milagre de Fátima”, de Fernando Alagoa. Em boa hora o fiz porque foi como se o tempo voasse dentro de uma atmosfera indescritível. A história prendeu-me do princípio ao fim. Senti que caminhava lado a lado com as personagens. Findo o livro, apenas uma chamasinha minúscula fazia as honras da casa. Soprei-a para a apagar e embrulhei-me qual chouriço gigante dentro da minha cama. Adormeci. Quando acordei estava na Serra de Mira de Aire e Candeeiros. As grutas estavam agora mais perto. O Santuário de Fátima aparecia e desaparecia. E eu estava petrificada sem me conseguir mover. Não percebia porque estava eu alagada em suores frios. Tentei acender a luz, mas esta não cedeu. Irrompeu então o som de um cavalo ao longe. Lá vinha ele a galope. Tive a certeza que tinha de fugir. No entanto, estava paralisada. D. Afonso Henriques vinha lá a galope num cavalo qualquer. Devia vir à procura dos pergaminhos que lhe tinham roubado. Abordou-me com aspereza ao que respondi por entre lágrimas, que não tinha sido eu. Ele não acreditou em mim. Abanou-me com força para que eu falasse a verdade. Mas a verdade era essa. Eu só soube por causa do livro. «É isso!» – Exclamei entusiasmada. – «O livro de Fernando Alagoa, é a prova de que preciso. Ele está aqui.» Avancei às apalpadelas procurando o exemplar. Não o encontrei. De repente percebi tudo. Os Senhores do Universo tinham-no levado. «E agora?- Pensei. Nesse momento a luz voltou e eu acordei com um ar aparvalhado. Parecia uma menina pequena com pesadelos. Afinal estava tudo bem. Não estava ali nem o cavalo, nem o Rei de Portugal, nem sequer os Senhores do Universo. Não passara tudo de um sonho devido à influência das minhas leituras. A culpa foi do escuro. Ler a meia-luz pode surtir este efeito. Misturas entre a realidade e a ficção. Mas valeu a pena. Disso não tenho quaisquer dúvidas

Jovita Capitão, in Rainha das Insónias, 28/12/2013

http://rainhadasinsonias.blogspot.pt/


Depois de o seu pai aparecer inexplicavelmente morto na Biblioteca da Universidade de Coimbra, Simão vai estudar para aquela mesma Universidade e aí entra em contacto com duas sociedades secretas que se digladiam e parecem procurar qualquer coisa que o seu pai lhe terá deixado. Assim começa uma grande aventura que passa pelos monumentos mais emblemáticos daquela cidade. A chave parece passar por um mapa existente no quarto que foi do seu pai, no qual está representada uma área que envolve Fátima e toda a zona da serra de Aire e a data de 1917. Simão passa por diversos perigos na companhia da sua namorada e colega de Universidade, mas alguém parece velar pela sua vida.

É uma história que se lê rapidamente, por ser curta e absorvente. Os acontecimentos sucedem-se a um ritmo alucinante e em capítulos curtos. O final é aquele que se começa a adivinhar a partir do meio do livro, mas tal não retira interesse à leitura.

Achei que, neste livro, o autor revela alguma imaturidade como escritor. É tudo muito linear e transparente. As personagens e as situações podiam ter sido mais desenvolvidas. No entanto, a história está bem imaginada e é absorvente, como já referi. Achei que o autor mostrou capacidades para fazer melhor, o que, certamente, não deixará de acontecer em futuras obras.

Sebastião Barata, in Segredo dos Livros, 26/06/2013

http://www.segredodoslivros.com/


Fiquei agradavelmente surpreendida com a escrita simples e fluída deste autor que ainda não conhecia.

Achei fantástico como, num livro com tão poucas páginas, conseguimos acompanhar tantas personagens e mistérios. Adorei a forma como o Milagre de Fátima foi abordado, dando uma explicação plausível para o fenómeno que se fez sentir na Cova de Iria.

Milagre ou não, nunca saberemos o que realmente aconteceu e o autor consegue criar uma história baseada em factos reais, com uma mistura de romance e aventura.

Simplesmente arrebatador!!

Sofia, in Segredo dos Livros, 17/06/2013

http://www.segredodoslivros.com/


Um autor português que não conhecia… um primeiro livro!
O que me chamou a atenção foi o título: sou uma curiosa por tudo que diz respeito aos acontecimentos de Fátima! Desde ficção a não ficção, tudo me interessa sobre o assunto, não pelo aspecto religioso mas por tudo que o envolve e principalmente por tudo que está oculto e que provavelmente nunca se virá a saber.
É apenas um romance saído da imaginação do autor, que como ele próprio diz (…) é uma obra de ficção. Os monumentos existem e as datas históricas são factuais (…) Cabe ao leitor (…) indagar sobre os factos reais (…) ainda que com factos históricos e alguma tentativa para explicar os factos cientificamente, à mistura.
Passado nos anos 50 do século XX, narra de uma maneira simples a vida académica de Coimbra da época, uma viagem ao seu património arquitectónico pautado por um bonito romance de amor, puro e simples como só o poderia ser à época e claro um mistério envolvendo as aparições, que nos leva a descobertas fantásticas e à conclusão que nem tudo é o que parece e que o protagonista agora com mais de 70 anos, relembra com carinho.
Uma escrita fluída, muito simples que nos envolve com facilidade e nos faz devorar o livro de um só fôlego (li-o num dia). Não será no entanto uma história do agrado de todos, já que envolve teorias que irão contra as “certezas” da maioria dos que acreditam na versão religiosa oficial que nos foi transmitida, mas não deixa por isso de ser um bonito romance e aconselho a sua leitura, principalmente “a todos os que gostam de acrescentar novos mundos ao mundo”. (Fátima Marinho in Prefácio)
Gostei bastante e espero poder ler mais romances de Fernando Alagoa.

Margarida, in Goodreads, 29/11/2012

www.goodreads.com

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